sexta-feira, 24 de julho de 2009

Eu queria ser o Wolverine...


Olá, se ainda sobrou alguém que lê esse troço...ESTAMOS DE VOLTA! O blog mais agonizante dos últimos sessenta dias ressurge! Como diria um profeta dos nossos dias: "o pulso ainda pulsa!". Pra ser bem sincero, pensei em encerrar o blog, mas depois de uma repreensão de um amigo meu, resolvi retomar, escrevendo sobre uma coisa simples. Não esperem lição de moral hoje. Só um desabafo.

Eu queria ser o Wolverine! Mas não pelas razões óbvias. Eu não queria garras de adamantium, também não queria ter o fator de cura, não. Também não queria a voz de veludo nem o penteado estiloso. O que eu queria do Wolverine era a amnésia. Os leitores mais fiéis ou simplesmente aqueles que viram aquele último filme medíocre do Hugh Jackman sabem que, por conta do seu poder de regeneração, o nosso heroi atravessa épocas históricas nos EUA e Canadá, no entanto, de tempos em tempos, ele simplesmente esquece de tudo. É com se alguém, do nada, apertasse o "reset". A matrix reinicia e ele esquece de absolutamente tudo! De tempos em tempos, sem razão aparente, o Wolverine volta ao zero. Maravilha não?
Calma, não sou louco (não muito). Mas imaginem, se quando o estresse se tornasse muito grande ou o cansaço, ou ainda mais, o desânimo viesse, você pudesse simplesmente esquecer de TUDO! Recomeçar do zero! CARACA! Ia ser fantástico!
Sem cicatrizes, sem lembranças, sem traumas....tudo completamente novo.
Poder recomeçar sem culpa, sem medo de errar, sem lembrar de ter magoado ninguém. Uma formatação com perda total dos dados.
Seria tão bom...ou não?
E se você pudesse escolher?
Ficaria com as lembranças ou a amnésia sem culpa?
Eu, hoje, queria ser o Wolverine.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Viajando




Se alguém realmente se interessa por esse blog, fica a explicação: não estou atualizando, pois estou em viagem.


Abraços!


Por enquanto, fica a sugestão de site: http://www.jovemnerd.com.br/

Muito engraçado! Pra relaxar!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O Efeito Aline







Nos últimos dias, uma corrente tomou conta da internet, televisão e jornais de Pernambuco. Pessoas fazendo apelo por uma menina que, muitas delas, nem a conheciam. Aline de Araújo Coelho. Uma menina que eu também não conheço, mas que conseguiu, com seu problema, mover uma onda de solidariedade no Estado. Aline tem leucemia. E está passando por todo um processo de quimioterapia. Aline precisa de um transplante de medula óssea. A partir dessa necessidade de Aline, centenas de pessoas tem se dirigido ao banco de medula óssea para realizar o teste de compatibilidade. É um teste simples. São retirados 5ml de sangue para a realização do teste e, a partir desses 5ml, seu nome entra num banco de dados lhe tornando um doador de medula para qualquer pessoa que precise em todo o Brasil. A probabilidade de encontrar alguém compatível fora da família é de 1:100 000.


Hoje fui até o banco de medula. Num espaço de pouco mais de uma hora pude ver mais de 100 pessoas entrarem lá para realizar o teste e, praticamente todas, foram levadas pelo efeito Aline.


Faça sua parte...


É fácil, e você pode salvar uma vida. 1:100 000 parece pouco demais, mas não vai ser se formos esse "um".




É só ir até:


HLA Diagnóstico Ltda. R. Gonçalves Maia, 113 Soledade - Recife - PECEP 50070-140Tel/Fax (81) 3421.3387Tel/Fax (81) 3423.5156.




Faça parte do efeito Aline. Você pode ser parte de um milagre.




sábado, 16 de maio de 2009

Um Novo Conto





Logo após a criação, um anjo, percebendo os momentos de tristeza de Adão, procurou a Deus:


- Senhor?

-Sim,meu servo?

-Senhor... Eu estava observando a tua nova criação.

-Sim, maravilhosa, não é?

-Sim Senhor, no entanto...

-O que houve, servo?
-Senhor... No entanto, eu acho que ele tem um defeito.

-Um defeito?

-Sim, Senhor. Estava observando Adão e percebi que, quando ele está triste, seus olhos vazam. Começa a sair água deles! É inexplicável, Senhor! Do nada, seu rosto fica completamente molhado! Eu temo que isso possa trazer mais problemas futuramente.


Deus riu-se do anjo.

-Ah,meu servo. Não é um defeito. São lágrimas. Eu as coloquei lá. Para quando os homens se sentirem angustiados, com raiva ou ainda mesmo, felizes demais. Quando esses sentimentos forem, em demasiado, grandes e parecerem não se conter dentro deles.Nesses momentos, para que seus corações exprimam sua tensão, as lágrimas caem. É o choro... Na medida certa, ele alivia suas almas.
-Ah, Senhor! Obrigado pela explicação, e desculpe o incômodo.

-Tudo bem, meu servo.


O tempo passou e, dia desses, aquele mesmo anjo voltou à presença de Deus:


-Senhor?

-Sim,meu servo?

-Lembra das lágrimas? Eu tenho mais uma dúvida...

-Fale.

-O Senhor falou que o choro, na medida certa, alivia as almas dos homens, certo?
-Certo...
-Bom... A partir de que momento devemos começar a nos preocupar?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Estigmas


Primeiramente, ficam as minhas desculpas pelo tempo sem postar. A preguiça e a falta de inspiração não me permitiram. Ah! E desculpas também por mais um post futebolístico. O fato é que, ultimamente, vejo mais jogo de futebol que comentarista da SPORTV. Então...Lamento! 
Bom, final de semana passado foi a final dos estaduais em vários locais do Brasil. E apesar de estar feliz da vida pelo campeonato paulista vencido pelo Todo-poderoso, não é dele que vou falar hoje.
A final do carioca me chamou a atenção... Chamou a atenção pela pergunta que foi lançada pela imprensa: Quem vai ser tri-vice, Cuca ou o Botafogo?
De um lado uma torcida que eu já vi sofrer de perto. Tenho amigos legitimamente botafoguenses, e sei o que passaram nas mãos dos rubro-negros. E do outro, bem, do outro o solitário Cuca.
Tenho de assumir que nunca simpatizei muito com ele. Desde o bi-vicecampeonato pelo Botafogo, passando pelo desastre no Santos, eu nunca confiei nele. E, pra ser bem sincero, nunca o desejei como técnico do meu Timão. Mas uma coisa tenho que admitir, Cuca é um vencedor.
Já fazia três anos que esse homem carregava o fardo de fazer boas campanhas e perder as finais. Fez um bom trabalho no alvi-negro carioca, mas não foi reconhecido. E parecia não vingar em outras equipes. É Cuca... até fama da zicado ele ganhou.
E, por essas voltas da vida, o treinador foi parar justamente no Flamengo. Depois de ser desclassificado na Taça Guanabara, teve de ouvir a sua ex-torcida, agora campeã gritar: ÔÔÔ, VICE É O CUCA!
É deve ter doído... e o pior, tinha tudo pra ser verdade. Cuca tomou isso como um estímulo e, naquela mesma semana disse: "O vice ainda pode ser o Botafogo".
Alguns acreditaram, outros não. O fato é que o Flamengo conseguiu reverter uma situação que parecia quase entregar o título ao Botafogo, e causou mais duas partidas, empatando a primeira em 2x2 e, finalmente, chegando na grande final.
E parecia ser dia de Cuca... Logo no primeiro tempo 2x0 para o Flamengo. 
Agora  convido você a tentar entrar na mente daquele homem naquela última hora de jogo. Pênalti pro Botafogo...O goleiro Bruno pega! É hoje é meu dia! Eles vão ver! 
De repente, gol do Botafogo, 2x1. Tudo bem! Ainda estamos na frente! Ainda é meu dia! 
Quando menos se esperava, Juninho bate a falta, 2x2. Ai meu Deus...De novo,Pai?
E pênaltis...
Se tem um lugar que eu não queria estar, era no lugar de Cuca. Será que sou mesmo um perdedor? Será vou ter que carregar esse estigma por toda minha vida? Ser sempre o segundo?
Não Cuca...não dessa vez.
Cuca mostrou que nem sempre os resultados estão certos, nem sempre a torcida e a imprensa está certa... Muitas vezes, nem mesmo o próprio coração está certo.
Sempre é tempo de vencer... Sempre é tempo de deixar de ser o segundo.
Basta não desistir.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Reincidentes


O quão máximo é possível acreditar em alguém?
Quantas chances são necessárias? Quantas chances são suficientes?
Até onde insistir?

Cerca de 75% dos jovens que saem de instituições corretivas nos EUA,  retornam pra instituição,vão pra cadeia ou são assassinados. Lugares que deveriam mudar as suas vidas,mas no final se revelam verdadeira piadas de mau gosto. Não corrigem, acentuam. Jovens que entram marginalizados, saem criminosos. E, se alguma vez acreditaram na palavra "mudança", essa fé corre pelo esgoto sendo transformada em zombaria e deboche, com retoques de total desconfiança. 
Se ninguém acredita neles, porque eles acreditariam?

Correção...Mudança...
Não sei qual a porcentagem de pessoas que buscam a igreja querendo mudança, e voltam frustradas. Também não sei quantos potenciais criminosos de hoje frequentaram escola dominical ou discipulados não encontrando a resposta que queriam. Não tenho ideia de quantos foram atrás de um ombro amigo que simplesmente os escutasse, e deram de cara com regras e leis que os fizeram se sentir ainda piores do que quando entraram. Deveríamos ser o centro de correção, o lugar de mudança. O lugar onde se acredita nas pessoas, sem necessariamente as pessoas merecerem crédito. O lugar da chance.

A reincidência parece que nunca vai ter fim... mas como saber se não tentarmos? Afinal de contas, todos somos reincidentes,não é mesmo?


quinta-feira, 16 de abril de 2009

Se minha igreja fosse um time de futebol


Dia desses, eu estava pensando... e se a minha igreja fosse um time de futebol? Isso mesmo! Ah, se a minha igreja fosse um time de futebol...
Se a minha igreja fosse um time de futebol, todo domingo ia ser uma festa, as pessoas iriam estar alegres, esperançosas porque o craque iria entrar em campo. As pessoas iriam levar suas famílias, e comentariam no caminho pro jogo sobre como nosso time era bom, relembrando dos grandes momentos e dos grandes jogos do passado. A semana toda seria em função do time, conversando, comentando, vibrando e esperando ansiosamente pelo próximo momento de ir ao estádio.
Se minha igreja fosse um time de futebol, todo mundo vestiria a camisa e não se cansaria de cantar, nem de ver o time em campo. Os torcedores fariam questão de contribuir com o time e, por mais caro que fosse o ingresso, o amor pelo time seria maior. Afinal de contas, amor pelo time é pra sempre, não é?
Se a minha igreja fosse um time de futebol não interessaria a hora do jogo, se o jogo era importante, não interessariam nem mesmo os jogadores, mas apenas a camisa, o time. Mesmo se o elenco não fosse essa maravilha e sempre pisasse na bola, a torcida gritaria : “Eu nunca vou te abandonar, porque eu te amo!” . O time seria maior que os dirigentes, seria maior que os jogadores, seria maior que a torcida...
Se minha igreja fosse um time de futebol, as alegrias seriam eternas como aqueles títulos ganhos há décadas atrás e as tristezas... bom, as tristezas tentariam servir de lição e, por mais que se repetissem, nunca seriam motivo pra “virar a casaca”.
Se a minha igreja fosse um time de futebol, eu falaria dela a semana inteira, contando do lance inacreditável ou da alma salva no último minuto. Eu defenderia tanto o meu time, que algumas pessoas iriam querer ver um jogo, e se encantariam pela torcida, e por fim, se tornariam, torcedores também.
Se minha igreja fosse um time de futebol, eu não teria vergonha nem da mais vergonhosa derrota, nem que ele caísse pra última divisão, porque eu sempre saberia que o Time era maior que tudo aquilo.
Se a minha igreja fosse um time de futebol, as diferenças entre os torcedores cairiam por terra... O rico, o pobre, o negro, o branco, a mulher, o homem, a criança e o idoso, todos estariam juntos pra gritar o único nome que realmente importava.
Seria uma só bandeira, um só amor que nunca acabaria. Mas só se minha igreja fosse um time de futebol...